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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Delícias de outrora

Aos meus netos, mais do que as tolices promovidas pelo Plano Nacional de Leitura, gosto de lhes "ler" os livros da escola primária do meu tempo. Esta página, do Livro da Primeira Classe, é das que mais apreciam: tem animais variados, acção, suscita interrogações (porque é que a velhota os enxota com a vassoura?), permite aos mais novos recordar as vozes dos animais (como é que faz o peru? e o pato?), ao Afonso a leitura das palavras que já conhece... E é ver como interrompem as brigas constantes para se sentarem os três (por enquanto!) à minha volta a tentar compreender uma realidade tão diferente da deles.

A galena

Bem antes da internet, da televisão a cores, da sua antepassada a preto e branco, até dos aparelhos de rádio de válvulas --- existiu a galena, rudimentar aparelho de TSF, sigla hoje anacrónica para Telefonia sem Fios. Não usava electricidade, podia ser construída por amadores -- eu nunca fui capaz de fazer nenhuma, mas faltava-me, para além da habilidade, o ingrediente básico, sulfureto de chumbo, vulgarmente chamado galena -- e permitia ouvir à distância o romance radiofónico, os cantores da moda, os noticiários.
Hoje, com tantos canais de televisão e de rádio à nossa disposição, a dificuldade estará sobretudo na selecção, problema que já então  tínhamos, podendo escolher entre a Emissora Nacional e o Rádio Clube. Havia também muito ruído de fundo, da estática, que entretanto, culpa do progresso, se tornou algazarra.