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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os extraterrestres, de novo

O meu cepticismo relativo a discos voadores e alienígenas não é devido a desinteresse pelas descobertas, teorias e hipóteses que a ciência coloca sobre o Universo. Por exemplo, depois de ter lido nas últimas férias The Elegant Universe: Superstrings, Hidden Dimensions, and the Quest for the Ultimate Theory, de Brian Green, mandei vir e li The Fabric of the Cosmos: Space, Time, and the Texture of Reality  e, ontem, The Hidden Reality: Parallel Universes and the Deep Laws of the Cosmos, ambos do mesmo autor. Ah, e leio-os em Inglês não por facilidade ou por snobismo, mas porque os dois últimos não estão traduzidos para Português e como tenho um Kindle...

Os extraterrestres, o Tai Chi Chuan e eu

Anos atrás, seguia com aplicação e entusiasmo um seminário de Tai Chi, dinamizado pelo mestre Yang Jewing-Ming. A filosofia, a prática... estava a adorar. Mas numa das sessões teóricas deu-lhe para dissertar sobre discos voadores, extraterrestres que raptavam mulheres para as inseminar e tretas do género. Boa parte da assistência adorou, não faltaram questões, hipóteses, testemunhos, certezas; muitos pareceram-me até mais interessados nestas conversas sobre o esotérico do que na prática física do Tai Chi. Quando a sessão terminou, saí e não voltei mais. Acabou ali.

Os extraterrestres

Cansado de tanta patranha pseudo-científica, deixei a televisão que, no Canal História, palrava sobre ETs, deuses gregos e quejandos. Não que me repugne a investigação de assuntos como este, que, a serem verdadeiros, seriam da máxima importância para a humanidade: sabermos que não estamos sós faria certamente com que olhássemos para os nossos problemas, para o Mundo, para o Universo, com outros olhos. Não, o que me aborrece é a substituição do método científico, nomeadamente da refutação de dados e "provas", por fé: "eu acredito que..." Ora aquilo em que cada um acredita não é da minha conta; o que me interessa é aquilo que pode submeter e resistir a análise imparcial ou mesmo hostil, como sucede em ciência, em que há geralmente mais investigadores a tentar destruir hipóteses, teorias e evidências do que a sustentá-las.
Por coincidência, pouco depois leio no Público Online a resposta oficial da Casa Branca às questões sobre extraterrestres:
“O Governo não tem provas da existência de qualquer forma de vida fora do planeta, ou de uma presença extraterrestre ter contactado ou se ter relacionado com a raça humana”, diz o texto, que continua explicando que quer o célebre E.T. seja “um homenzinho verde ou uma bactéria, não há informação credível que sugira que qualquer tipo de prova está a ser escondida da opinião pública”. 
Este comunicado não fará desistir, nem sequer abrandar, os maníacos dos ETs -- até porque muitos vivem dessa mistificação e jamais quererão abandonar a galinha dos ovos de ouro. A mim, tranquiliza-me: não sou o único a recusar tomar a nuvem por Juno.