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sábado, 26 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Expressões deícticas no Exame Nacional de Português
"Em "não te deixarei morrer, David Crockett!" (linha 12 e 13), "te" e "David Crockett" são referências deícticas pessoais." Resposta em www.gave.pt: Verdadeiro!
Verdadeiro, como? Alguém me explica como é que um nome próprio é uma referência deíctica?
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Testemunho do autor
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Entrevista
segunda-feira, 30 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Diálogo monótono
sexta-feira, 20 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Apresentação de Entre Cós e Alpedriz no local da história
Aos Montenses Fernando Malhó, assessor do Presidente da Câmara, e Óscar Fortes dos Santos, Presidente da Junta de Freguesia, os meus agradecimentos pelo empenho posto na realização da apresentação.
Entre Cós e Alpedriz no youtube
Reinaldo Amarante, inspirado no meu romance Entre Cós e Alpedriz, colocou no Youtube um vídeo de sua autoria.
Muito obrigado!
domingo, 8 de junho de 2008
Os combustíveis estão caros
Logo que o jogo Portugal-Turquia terminou, as ruas encheram-se de carros buzinando felizes. É assim o desporto nacional: sentado e ruidoso.
domingo, 25 de maio de 2008
O irmão do Afonso
terça-feira, 20 de maio de 2008
O Inglês e a Música
quinta-feira, 8 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Da palração
"Assola o país uma pulsão coloquial que põe toda a gente em estado frenético de tagarelice, numa multiplicação ansiosa de duos, trios, ensembles, coros. Desde os píncaros de Castro Laboreiro ao Ilhéu do Monchique fervem rumorejos, conversas, vozeios, brados que abafam e escamoteiam a paciência de alguns, os vagares de muitos e o bom senso de todos. O falatório é causa de inúmeros despautérios, frouxas produtividades e más-criações.
Fala-se, fala-se, fala-se, em todos os sotaques, em todos os tons e decibéis, em todos os azimutes. O país fala, fala, desunha-se a falar, e pouco do que diz tem o menor interesse."
Mário de Carvalho, Fantasia para dois coronéis e uma piscina
terça-feira, 8 de abril de 2008
Apresentação de Entre Cós e Alpedriz
No passado dia 3-4-08 realizou-se a apresentação de Entre Cós e Alpedriz, promovida pela Câmara Municipal do Entroncamento.
Foi muito gratificante ver o Salão Nobre praticamente cheio com tantos amigos e amigas, ouvir as palavras simpáticas do Vereador da Cultura, João Fanha Vieira, do Arnaldo Marques e do João Alfaro, e francamente comovente ouvir a leitura de excertos pela Deolinda Viegas e pela Teresa Fernandes.
Ao Presidente, que fez questão de também estar presente, a todos os amigos e amigas, o meu obrigado profundamente emocionado. Em cima, fragmentos do vídeo - desculpem-me por neles não dizer nada de jeito, mas que poderia eu acrescentar às leituras da Teresa e da Deolinda, à amizade com que o romance foi acolhido, às palavras simpáticas dos oradores?
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Ronin
O Augusto (2º a contar da esquerda e meu 1º professor de karaté) desafiou-me: ir treinar no passado fim-de-semana a Paredes de Coura com o sensei Vilaça Pinto (1º à esquerda). Treino à antiga, dormindo no dojo, boa comida, boa companhia (da direita para o centro, o Xavier e o Mendes), muita transpiração e muito refinamento técnico.
Perguntar-se-á: que faz um praticante de Goju Ryu num treino de graduados Shotokan? A resposta é simples: esforça-se, aprende humildemente com eles e com o mestre, diverte-se... Este é o karaté que me agrada, sem pensar em graduações, longe das competições e das quezílias.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Reimpressão de Entre Cós e Alpedriz
quinta-feira, 13 de março de 2008
Fonso relha press
domingo, 9 de março de 2008
Falinhas mansas
E os jornalistas, porque será que nenhum lhe pergunta se o modelo laboriosamente montado não terá por única função impedir a progressão na carreira para que a despesa salarial da função pública não continue a crescer? Porque é que ninguém se informa sobre a eventual inexistência de acções de formação, gratuitas ou pagas, inviabilizando a progressão na carreira, seja qual for a classificação dos professores?
Não se pense que se trata de comentários invejosos, como o da raposa que dizia das uvas estarem verdes, não: há muito que cheguei ao topo da carreira e no processo de avaliação cabe-me, neste momento e por escolha dos meus colegas, a função de avaliador. De futuro, ao que tudo indica, será o director a escolher alguém da sua confiança para avaliador.
Marcha da Indignação
A Marcha da Indignação ultrapassou, de longe, as minhas expectativas, apesar de ainda ser cedo para produzir consequências sérias. Por enquanto, ficamos com as falinhas mansas da ministra, num estilo de Madalena sofredora, como se sempre tivesse estado disponível para negociar – é só em 2009, as escolas é que decidem… Porém, nós que lemos os documentos que produziu, não esquecemos que esta aparente flexibilidade só surgiu como consequência dos protestos e é enganadora: até agora, nada de substancial mudou.
Note-se que o protesto não pode ser reduzido à contestação da avaliação de desempenho; esta avaliação e a forma desajeitada como foi lançada, violando a própria legislação emanada do Ministério da Educação, foi a gota de água. Para que quem está de fora possa ter uma ideia do que se passa nas escolas (e que nos impede de trabalhar naquela que é a nossa missão), só nas duas últimas semanas tive 9 reuniões, a última das quais, na passada sexta-feira, terminou às 20H00; ora o secretário de estado Valter Lemos, nas simulações que apresentou para a construção do nosso horário semanal (componente lectiva + componente não lectiva + componente de trabalho individual) considerou apenas 2 horas semanais para reuniões! Qualquer pessoa que não alinhe na fúria persecutória com que alguns se atiram aos professores percebe que se estou a fazer uma coisa não posso estar a fazer outra; se passo o tempo em reuniões não estou a preparar aulas, se estou a preparar aulas não estou a fazer testes, se estou a fazer testes não os estou a corrigir, se os estou a corrigir não estou a tirar faltas, se estou a tirar faltas não estou a receber encarregados de educação… O problema é que o brio profissional e o espírito de missão dos professores nos impedem de dizer o óbvio - assim não dá! – e estoiramos a tentar fazer tudo.
Por isso, porque não aguentamos mais, saímos à rua. E seria bom que alguns comentadores, daqueles que tudo sabem e tudo comentam, se informassem devidamente antes de escreverem disparates que só os podem envergonhar; a lista seria longa e fastidiosa, mas, para abreviar, vou deixar de comprar o Expresso, sugiro a Pacheco Pereira, o psicólogo das multidões que sabe sem estar na manifestação que “Os novatos vão falar muito, gritar mais alto, sentir a "psicologia das multidões", uma novidade para eles “ (os “novatos” são professores de meia idade e sabem comportar-se), sugiro, dizia, que especule sobre política, matéria que conhece, mas não se ponha a tocar rabecão sem antes aprender a sapateiro; sim, não temos plano A nem B porque não estamos a derrubar governos nem a jogar xadrez nem a travar uma guerra – estamos a exigir justiça e bom senso. Por último, a aristocratas que detestam multidões, que se deixem ficar na torre de marfim pensando pela sua cabeça enquanto cem mil de nós a endossam aos sindicatos - o autor fala em 50 mil manifestantes porque os outros 50 mil serão acompanhantes; contas estranhas, tendo em conta a taxa de divórcio, mas enfim, quem sou eu para o desmentir, se eu, professor, me manifestei acompanhado da minha mulher, professora? Ah, e vi uma jovem com um bebé de colo; certamente o levou para parecermos muitos!
Diferente foi a atitude de Francisco José Viegas, que procurou compreender o descontentamento a partir do conhecimento concreto de uma escola que visitou recentemente; o seu exemplo deveria ser seguido: em vez de palpites, porque não vêm visitar as nossas escolas, porque não falam com os nossos alunos e com os seus pais? E depois pensem se conseguiriam sobreviver um mês que fosse como professores!
Quanto à Marcha da Indignação, embora sem plano A nem B, e tendo endossado a minha cabeça não sei a que sindicato, valeu a pena. (Já me esquecia: não sindicalizado, sem partido e sem clube de futebol).
quinta-feira, 6 de março de 2008
Sábado lá estarei!
Fiz a quarta classe no antigamente, quando para tal era necessário saber ler e escrever; licenciei-me noutros tempos pela Faculdade de Letras de Lisboa e duas décadas depois voltei lá e fiz um mestrado em Linguística, bem antes de Bolonha, que me levou sete anos (Sete anos Jacob Labão servia...). Inscrevi doutoramento em Linguística Computacional na mesma faculdade (que, nas circunstâncias actuais, dificilmente concluirei) sobre a computação da causatividade - devo saber ler, não? Sou coordenador de departamento, sim, um desses famigerados sobre quem recai a responsabilidade da avaliação, li tudo o pouco que o Ministério da Educação publicou, tarde e a más horas, e ainda ouço dizer que estou mal informado? Então, só posso dizer como o jogral Diego Pezelho:
porque fiz lealdade; enganou-me o pecado.
Soltade-m', ai, senhor,
e jurarei, mandado, que seja traedor."
Mas, ignorante, desinformado, enganado pelo pecado, sábado lá estarei!
quarta-feira, 5 de março de 2008
Marcha da Indignação
Sábado estarei novamente de volta à rua: o mérito cabe à actual equipa do Ministério da Educação. Não é o mal-estar difuso, não são as aulas de substituição, não é o concurso de titular... É a certeza de que o eduquês venceu definitivamente, de que o professor do futuro será um arquiva-papéis que, cuidadosamente, melhora estatísticas de insucesso e reduz taxas de abandono, tudo bem avaliado cientificamente porque, há muito, a educação deixou de ser uma arte para se tornar numa "ciência"...
Entretanto, porque há e sempre haverá espíritos optimistas que conseguem descortinar aspectos positivos em tudo o que os governantes fazem e decidem, quaisquer que eles sejam, outros que aguardam pelo esvaziar do balão, como se lia no Expresso da semana passada, aqui deixo alguns temas para meditarem: Avaliação de Desempenho, Estatuto do Aluno, Alunos com Necessidades Educativas Especiais, Gestão...
Durante mais de três décadas fiz minhas as palavras que Sebastião da Gama registou no seu Diário, uma das duas obras sobre educação que li até ao momento: "Temos uma profissão maravilhosa e ainda nos pagam o ordenado por cima!" Hoje, e após um dia em que, para além de Direcção de Turma, Atendimento de Pais e Avós, aula de 12º ano, só tive duas reuniões (Conselho Pedagógico e Directores de Turma), estou mais como Álvaro de Campos: "O que há em mim é sobretudo cansaço - / Não disto nem daquilo, (...) Um supremíssimo cansaço / Íssimo, íssimo, íssimo, / Cansaço..."
Ah, mas sábado lá estarei! O eduquês vencerá, a burocracia vencerá, as estatísticas vencerão, o país perderá, a conta será paga pelas gerações presentes e futuras, como sempre os mais desfavorecidos ficarão bem pior - mas desta vez eu manifesto-me. Enquanto posso.
terça-feira, 4 de março de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
Tadinhos dos fumadores!
Agonia-me o coro de protestos a propósito da lei que proíbe fumar em recintos fechados, vendo nela uma ameaça à democracia e um cercear das liberdades individuais, vindo de quem nunca respeitou o direito dos outros a não respirar fumo e raramente se preocupou em saber se o seu acto incomodava alguém, só porque ousaram pôr em causa o seu direito de acender um cigarro onde bem entenderem.
Enxerguem-se: haverá fumadores educados, daqueles que não fumavam junto a crianças, que evitavam fazê-lo quando na presença de não fumadores, haverá aqueles que nunca sentiram prazer em enviar baforadas de fumo para o rosto de quem detesta o tabaco ou o não pode inalar por razões de saúde, quando não para cima da refeição dos outros… Haverá. Mas o que eu encontrei sempre foi o desprezo completo pela aversão dos outros ao tabaco. Protestei contra ele durante décadas, obrigado a fumá-lo em todo o tipo de reuniões, até em vigilâncias de exame, apesar de proibido, porque um fumador não pode ver-se privado do seu vício durante duas horas. Indignei-me e indigno-me com papás e mamãs a fumarem deliciados em cafés, com crianças e até com bebés de colo, indiferentes ao exemplo e ao mal que inquestionavelmente lhes faz – é para ganharem resistência, atiram-me à cara, felizes com a sua própria inteligência.
Há um ano a minha escola interditou o tabaco, criando uma sala de chuto. Surpreendentemente, tendo em conta a indisciplina da classe e o desrespeito pelas normas que não raro é apanágio dos professores, ninguém fuma na escola! Nem os funcionários que passeavam pelos pavilhões cigarro aceso, nem mesmo os alunos! Parece que os fumadores ansiavam por uma ordem que os ajudasse a moderar ou mesmo a largar o vício. Não me surpreenderia que o mesmo sucedesse agora à escala nacional. Veremos.
Entretanto, àqueles que protestam contra esta nova ditadura, que os impede de fumar um cigarro enquanto bebem um café ou jantam num restaurante, recomendo que façam o mesmo que eu fiz quando nessas circunstâncias fumavam ao pé de mim: ir para o ar livre, onde o fumo não incomodará ninguém. O que está em causa não é o direito de fumar; é o direito de obrigar os outros a inalar a porcaria que já passou antes pelos seus pulmões. E basta de escarcéu sobre liberdades fundamentais e direitos. É, sempre foi, apenas uma questão de (boa) educação.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Entre Cós e Alpedriz
O meu segundo romance está - finalmente! – disponível em papel. Com uma capa linda, da autoria do pintor João Alfaro, uma execução irrepreensível da Publidisa, um texto de contracapa de Arnaldo Marques, que capta a essência da obra e a sintetiza na perfeição, um conteúdo que, espero, não desagradará aos leitores, aí está ele, a meu contento.Bem sei que a auto-satisfação é nociva, sempre perigosa e, seguramente, efémera. Mas, por enquanto, olho enlevado para o livro, dando por bem empregue todo o tempo despendido - tanto o ano e meio em que trabalhei arduamente para o escrever, palavra a palavra, frase a frase, revisão após revisão, como os vinte anos anteriores em que, em vão, lhe tentei dar forma. Tendo posto neste romance tudo aquilo que tinha, após a sua conclusão, a 14 de Fevereiro de 2007, achei-me completamente vazio, sentindo que dificilmente o conseguirei igualar.
Mas é com esse desiderato que trabalho no próximo romance, já adiantado…


