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sábado, 16 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Contos Vagabundos, Mário de Carvalho
domingo, 10 de agosto de 2008
Guerra entre a Geórgia e a Rússia (2)
Na guerra entre a Geórgia e a Rússia, impressionou-me o bom senso dos entrevistados nas zonas de conflito: apesar da devastação generalizada e do sofrimento pessoal, não sucumbiram ainda ao ódio, sublinhando que, como têm de viver juntos, há que fazer rapidamente a paz. Sobre as razões de ambas as partes, que animam os discursos dos políticos (os quais são certamente os principais responsáveis pelas hostilidades), vem a propósito e reproduzo de memória uma história de sabedoria oriental contada pelo mestre Henry Plée:
Um mestre foi instado para presidir a um julgamento. Ouviu atentamente a vítima e concluiu: — Tens toda a razão.
Veio o réu e a cena repetiu-se: — Tens toda a razão.
Um dos membros do júri indignou-se: — Mestre, não podes dar a razão a ambos, ao réu e à vítima!
— Tens toda a razão, disse, e abandonou o tribunal.
sábado, 9 de agosto de 2008
Guerra entre a Geórgia e a Rússia
Se eu fosse comentador, daqueles que têm sempre opinião sábia sobre tudo o que se passa, indignar-me-ia com a indiferença noticiosa face à guerra entre a Geórgia e a Rússia; é de guerra que se trata, sem eufemismos, que já há milhares de feridos e de mortos. O equilíbrio mundial está em causa, o sangue corre, cadáveres amontoam-se nas ruínas, mas as televisões, todas, dão destaque à chegada de mais um espanhol para o Benfica ou anestesiam-nos com intermináveis tretas da "história" dos Jogos Olímpicos, prognósticos e profecias. E os jornais mal se deram ainda conta do conflito. (Será por estas e por outras que os leitores escasseiam? Será que começamos a ficar fartos de ser tratados como Maria-vai-com-as-outras?)
Dentro de meia hora, Bush em pessoa dirige-se aos americanos, pronunciando-se sobre o conflito. Talvez, então, os media acordem.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Escrita: ponto da situação
Terminei até agora dois romances: Do lacrau e da sua picada (2005) e Entre Cós e Alpedriz (2007). Após várias recusas de editoras, publiquei o primeiro na Edit on Web como ebook e, já descrente das capacidades desta "editora", optei por uma edição de autor para o segundo.
Relativamente a Do lacrau e da sua picada, a Edit on Web vendeu, pasme-se!, dois exemplares! Nunca esperei enriquecer com o romance, o que até daria jeito para poder dedicar mais tempo à escrita, mas vender dois exemplares num ano inteirinho é obra!
Pelo contrário, Entre Cós e Alpedriz excedeu largamente as minhas expectativas iniciais, demasiado baixas por não ter conseguido interessar nenhuma das editoras que contactei (Caminho e Oficina do Livro), nem obter uma única crítica (mesmo que fosse a título pessoal, mesmo desfavorável) dos numerosos críticos, literários e sociais, a quem ofereci a obra. Com raríssimas excepções, nem sequer consegui que confirmassem tê-la recebido! Já os leitores e as leitoras continuam a fazer-me chegar comentários muito elogiosos, que se podem resumir num "gostei muito". (O meio editorial refere frequentemente a falta de leitores, mas não reflecte sobre o que lhes oferece para ler.)
A segunda tiragem está praticamente esgotada; restam alguns, poucos, exemplares à venda – meia dúzia na Junta de Freguesia dos Montes, outros tantos na Feira do Livro da Nazaré, e uma dúzia numa loja do Bairro Alto. É possível que me decida por uma terceira tiragem, mas só depois de Do lacrau e da sua picada sair em papel, o que acontecerá logo que tenha a capa pronta.
Entretanto, o terceiro romance (Um amor inventado, título provável, embora provisório) vai avançando, penosamente, laboriosamente. Espero terminá-lo até ao Natal, quando fará dois anos de escrita, mas, mesmo que o consiga, não será publicado nos meses seguintes. E por detrás, impaciente, perfila-se o seguinte, que procura em vão captar a minha atenção…
domingo, 3 de agosto de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Expressões deícticas no Exame Nacional de Português
"Em "não te deixarei morrer, David Crockett!" (linha 12 e 13), "te" e "David Crockett" são referências deícticas pessoais." Resposta em www.gave.pt: Verdadeiro!
Verdadeiro, como? Alguém me explica como é que um nome próprio é uma referência deíctica?

