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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Os meus Fiéis Defuntos

Lembro-me vagamente de três bisavós. Nem sequer sei os respectivos nomes. A minha família conhecida começa com os meus avós: Francisca Ferreira e José Alves Catarino (o Avô Sargento) pelo lado paterno; Maria da Luz Trindade (a Avó da Luz) e José Cipriano, pelo lado da minha mãe.
Seguem-se meu pai, Afonso da Silva Catarino, e minha mãe, Maria Isabel Trindade Cipriano.
Todos eles são apenas nomes, fotos, memórias. E saudade.




segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dia de Finados*

Deixava-se candeia de azeite ou candeeiro a petróleo aceso toda a noite, a torcida baixa, para que os nossos mortos, de volta ao lar, o não encontrassem às escuras, ou para que a luz débil os impedisse de nos assustar com a sua presença, só visível no escuro, suponho.

Acabaram candeias e candeeiros a petróleo, as velhas habitações foram abandonadas, hoje muda-se de casa como de camisa – onde podem os defuntos visitar os entes queridos, na única noite do ano em que tal lhes é permitido? 

(*2 de Novembro)