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sábado, 26 de agosto de 2017

É deixar arder

Já por várias vezes aqui escrevi que os bombeiros não apagam fogos florestais, sem com isso pretender diminuir a sua abnegação e altruísmo postos ao serviço da protecção das pessoas e bens em risco.
Pois ontem tive a prova desta minha afirmação: ao passarmos na serra d’Aire avistámos um reacendimento, com fumo e chamas bem visíveis; parámos no quartel de bombeiros mais próximo a avisar. Já sabiam, aquilo já tinha ardido e não tinham acesso… É deixar arder…
Compreendo-os. Há prioridades, riscos a ter em conta, esforços inúteis. Bem precisam de dar descanso aos corpos exaustos, recuperar as forças para poderem continuar a intervir nos incêndios mais graves, os que ameaçam as populações , os quais, se não chover a sério, irão continuar até aos frios de Novembro.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Assassino e incendiário

O fogo é pior do que um ladrão, dizia a minha avó. E explicava: o ladrão rouba, o fogo mata e destrói. Há quem mate, depois ateie incêndios -- dez, segundo a polícia -- e se veja recompensado com o rendimento mínimo. A mim, ofende-me que nós, vítimas, tenhamos  de pagar  a criminosos para que lhes não falte tempo livre para os seus desmandos. 
Alguém me dá boas razões para que os incendiários não sejam condenados a trabalhos forçados, limpando matas, combatendo fogos? E para os assassinos não terem de pagar pelo que fizeram? E para o rendimento mínimo ser atribuído a marginais?