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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Palavras, apenas palavras
terça-feira, 17 de julho de 2018
Degradação do estatuto social dos professores
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Contagem do tempo de serviço dos professores
terça-feira, 24 de abril de 2018
Alfarrabistas e livrarias que fecham
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Numpelecebo!
Pois nunca mais entrei num restaurante chinês porque também eu Numpelecebo!
sexta-feira, 30 de março de 2018
Ler no telemóvel
segunda-feira, 5 de março de 2018
Alerta um pouco técnico e chato: Windows 10 Home
quinta-feira, 1 de março de 2018
Eu e a Medicina Tradicional Chinesa
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Os meus contos publicados
O livro, intitulado Vento e Barro, pode ser adquirido na Amazon. Recomendo a Amazon espanhola ,uma vez que os envios são gratuitos.
Em caso de dificuldade, agradeço contacto.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Como se faz um descrente
O meu pai mandava-me à catequese, não por fé, que a não tinha, mas porque sempre era melhor do que andar na rua, na coboiada com a garotada de má fama, suspeitos de crimes atrozes como roubar fruta de árvore de onde caía para o chão. E eu já então lia tudo o que apanhava, tinha memória espantosa e a mania de que sabia tudo. Ora um dos raros livros que havia em minha casa, não imagino o motivo, era Os Quatro Evangelhos. Que eu sabia de cor e salteado, pois naquela idade bastava-me ler para decorar.
Era uma guerra com a pobre catequista, quase analfabeta, ela a papaguear o catecismo e eu a desmenti-la: Jesus não tinha dito nada daquilo porque S. Mateus contava que...
Chegou seminarista para ajudar e a catequista logo me despachou para ele. Que também não parecia ter lido os evangelhos: quando o desmenti, pregou-me forte chapada. E eu saí sacristia fora, para satisfação de ambos.
O meu pai estava em casa.
— A catequese já acabou?, perguntou desconfiado.
— Vim-me embora e não vou mais!
— E porquê?
Contei que o padreco me tinha batido. O meu pai nada disse, mas não me obrigou mais a frequentar a catequese. Quando tive de gramar as aulas de Religião e Moral fiz a vida negra aos padres, que não raro me punham na rua, mas essas são histórias para outra ocasião
Foi apenas aos 14 anos que de uma assentada me confessei pela primeira e última vez, comunguei, e fui crismado, aproveitando visita do bispo à minha freguesia.
Talvez por isso me não possa agora vir gabar de ter sido assediado por um qualquer padre, que entre mim e eles sempre quis distância.
Loucuras anódinas

Máquina e capacete impecáveis.
“Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?”
(Fernando Pessoa, Mensagem, D. Sebastião)
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Publicação de contos
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Entropia
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
A canção do vinho branco
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
As bicicletas (1)
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Levantar quando entra senhora
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Vale a pena ter seguros?
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Telefones e conversas
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A minha Vespa
Com a alegria da criança que redescobre brinquedo há muito esquecido, voltei à minha velha Vespa 125, abandonada a um canto da garagem e com pouco uso anual por ter deixado de lhe fazer seguro — umas pequenas voltas de tempos a tempos para não enferrujar, e pronto.
Já renovei o seguro, já dei umas boas voltas nela a ver o estado geral.
Como quando a comprei, no início dos anos 80, pega à segunda pedalada, responde bem, o motor trabalha como relógio bem afinado; noto, porém, o banco mais rígido, a suspensão um pouco dura, o que não surpreende pois amortecedores e pneus ainda ainda são de origem.
Não, não está à venda.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Os sapatos do antifascista
Mas eu fazia-me parvo, esgazeava os olhos, nada dizia, até que, sem me conseguirem arrancar nada, tiveram de me soltar!”
Despediu-se, saiu, sempre a olhar em redor, assustadiço como coelho em tempo de caça.
E eu: — O gajo é doido, não é?
Ah, tinha ficado maluco em Caxias. Mas já antes não batia muito certo, talvez por isso tivesse sido preso: durante a greve do ano anterior, um grupo de estudantes tentava forçar a entrada numa sala para expulsar os fura-greves, a polícia foi chamada, todos fugiram menos ele, que foi apanhado a forçar a porta!
(Foto: fachada do prédio onde funcionou o Instituto Comercial de Lisboa)
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Eu enquanto leitor
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
A brincar, a brincar...
sábado, 26 de agosto de 2017
É deixar arder
domingo, 20 de agosto de 2017
AMI ou fraude?
Ontem, sábado, por volta do meio-dia, junto da estação do Oriente, do lado do Vasco da Gama, fui interpelado por jovem casal com coletes da AMI. O rapaz, a falar pelos cotovelos, perguntava-me quanto era necessário para dar uma refeição a uma criança necessitada no nosso país.
Não sabia.
__ Quarenta cêntimos!, dizia triunfal. E eu, que habitualmente não sou dado a contribuições nem a solidariedades, puxo da carteira: — Está bem vou contribuir por ser para a AMI, mas não com 40 cêntimos, que é ridículo. E prontificava-me a dar cinco euros.
O moço não aceitou. E falava, falava apressadamente, numa ânsia de despejar a cartilha aprendida: — Se arranjar uma caixa em sua casa, puser diariamente 40 cêntimos, o dinheiro de um café…
— Não há café a 40 cêntimos! E a querer sair dali, incomodado pelo calor, prossigo: — Já disse que contribuo, vamos lá a isso, que estou com pressa!
… Com os quarenta cêntimos guardados todos os dias para alimentar uma criança, ao fim de três meses tem sabe quanto?
Ia responder. Ele não deixou e arredondou: — 40 euros! E com esses 40 euros de 3 em 3 meses pode ajudar a AMI a alimentar as crianças necessitadas, recebendo em contrapartida um seguro de saúde! Tem algum?
— Não.
— E quanto é que paga quando vai ao dentista ou ao Hospital da CUF?
— Muito dinheiro., abreviei. Não conto a minha vida a estranhos.
— Ora veja…
Mas eu não queria ver. Uma coisa é dar um donativo para a AMI; outra subscrever um seguro de saúde por 120 euros anuais. Ele não desistia. Queria saber onde tratava dos meus dentes. Disse-lhe. E ele telefona a saber se essa clínica tem acordo com o seguro deles. Entretanto, diz à colega para me fazer o inquérito.
Olho-a com mais atenção. O colete branco da AMI tem nódoas. Puxa de uma ficha cheia de quadradinhos — amarrotada, também pouco asseada.
— Qual o seu clube?
De futebol, presumi. —Não tenho.
Queria que cantasse o hino de um clube. Que coisa mais parva! Nem sei nem sou artista de rua.
O moço interrompe-nos: não havia acordo com a minha clínica. Mas pode ir a qualquer outra…
— Não o faço, por razões que não estou para explicar. E não subscrevo seguros de saúde na rua. Se me der os papéis para estudar em casa…
Não podia.E já desinteressado de mim, despedia-se para prosseguir na caça aos otários. Um pouco mais afastados, outros jovens, com idênticos coletes da AMI, abordavam transeuntes.
A AMI anda nisto?
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Anjinhos ou anjolas?
No Delito de Opinião
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Alegretes
domingo, 6 de agosto de 2017
Milagre ou sugestão?
Entrei na piscina termal de São Pedro do Sul sem fé alguma nos poderes curativos daquelas águas quentes vindas das profundezas, que carregam consigo os odores sulfúreos do Inferno.
E as dores nos joelhos desapareceram! Diluíram-se, evaporaram, não sei. Mas deixaram-me logo ao primeiro tratamento, contrariando a opinião do médico das termas, que me tinha prevenido de que só a partir de onze sessões se começa a notar os benefícios.
Fui como turista, desafiado por amigos para umas mini-férias na região, que incluíam, para preencher os dias, tratamento termal. Voltei sem dores, não digo que convencido, mas muito satisfeito: os joelhos permitiram-me dar por lá umas boas voltas a pé, de tal forma que abusei, mesmo sabendo que não devia; apreciei muito a ginástica na piscina — exercícios igualzinhos ao Chi Kung (Qi Qong) que pratico regularmente há muitos anos —, as massagens e o vapor na coluna; a região, que já tinha visitado no passado, é linda, com muito para descobrir, como os moinhos das fotos abaixo, a gastronomia excelente, pelo que trouxe peso extra a sobrecarregar os joelhos…
Milagre ou sugestão? Tanto se me dá.
sábado, 1 de julho de 2017
Cuidado com os emails!
Este mail (ver imagem) é uma sofisticada forma de ataque informático (pishing). Aparentemente vem da Amazon e resulta de uma compra de jogos (que, obviamente, não fiz) no Facebook.
Os piratas esperam que o visado, indignado, clique no link
(ver CLICK HERE) para repor a sua verdade -- e ser, seguramente, infectado.
Desconfiado como sou, não cliquei. Mesmo tendo a certeza de que nada tinha sido comprado, fui ao site da Amazon. fiz o login e procurei por "orders". Nenhuma nos últimos 6 meses.
Não caiam nas armadilhas dos piratas! Nunca cliquem nos links! Lembrem-se sempre do Cântico Negro, de José Régio: "Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali... "
Incêndios e roubo de armas: Verão Quente
Um governo substitui outro para fazer melhor e não para se desculpar com as asneiras do anterior.
Pergunto novamente, como perguntei logo após o morticínio de Pedrógão Grande: não há responsabilidades políticas no roubo de armas e munições em Tancos?
Ou atribuímos as culpas no primeiro caso a um qualquer e anónimo cabo da GNR, no segundo à falha na videovigilância?
O que me suscita outra questão: com tanto militar a coçar o cu pelas paredes, não há quem faça serviços -- sentinelas, rondas?





