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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bom Natal

Pouco dado a festas, aprecio o Natal e comemoro-o com gosto, comendo e bebendo em família, em homenagem a um menino que (terá) nascido pobre, num estábulo, aquecido pelo bafo de animais e depois, em crescido, nos deixou ensinamentos que se seguidos pelos seus discípulos e pelos seus adversários teriam feito do Mundo um lugar bem melhor para todos. Há, também, a nostalgia da infância, quando deixava o sapato na lareira para que pela calada da noite o Menino Jesus lá deixasse prenda -- uma peúgas, talvez uns rebuçados, jamais brinquedos.

Por tudo isto, por muito mais, que não pode agora ser escrito porque a família me espera, impaciente, um bom Natal.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cuidado com o Windows Vista!

Foi de má vontade que comecei a utilizar o Vista. Mas, tendo comprado em Maio computador novo, em que vinha pré-instalado, achei que mudar era complicado. Até comprei, para lhe fazer companhia, um Office Casa & Estudantes, com 3 licenças.
Hoje, estava eu tranquilamente concentrado na escrita, reiniciou, interrompendo-me o trabalho sem me pedir autorização, apenas informando que estava a configurar actualizações... e depois ERRO!
\boot\bcd
Tentei tudo. Procurei na NET: utilizar o CD de recuperação. Pois. Mas formata todas as partições do computador! Telefonei para a Toshiba. O mesmo. A recuperação apaga todo o disco, repondo o computador no estado em que veio da fábrica.
Recorri ao Linux e copiei as pastas Documents e Images. E depois, não tive outro remédio senão aceitar a destruição de tudo o resto. Ainda sem inventário dos estragos, sei que perdi todo o mail recebido desde Maio, as passwords armazenadas, creio que todos os registos do One Note (usava-o muito)... Precisarei de semanas para tentar repor os dados e os programas, e muita coisa estará, quase de certeza, irremediavelmente perdida. E o Office já não trabalhará porque já foi instalado 3 vezes - uma delas no computador da minha mulher, vítima de idêntico problema meses atrás.
Como é possível que o Vista, com tanta treta de segurança, simplesmente falhe após uma actualização de rotina e não haja maneira fácil e não destrutiva de o pôr a funcionar?
É muito prejuízo, em tempo e em dinheiro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lançamento do romance Trilhos, de José Cavalheiro


De Adelino Gonçalves, o seguinte convite para o lançamento do romance Trilhos:
"Terá lugar no Diana Bar / Biblioteca de praia da Póvoa de Varzim no dia 13 de Dezembro às 21 horas e 30 minutos.

Gostaria de os ver por lá.
Adelino Gonçalves
Editora Arcano Zero

SINOPSE
Depois de M’Africando, José Cavalheiro abre novas perspectivas em Trilhos. É um romance que nos transporta da realidade à Realidade. Obriga-nos a questionar quem somos, para onde vamos... Uma aventura que o autor nos convida a empreender levando apenas como companhia um condutor, cada um, e um veículo, o nosso Corpo, a caminho do Homem completo cujo potencial transportamos.
De nos perdermos entre veredas e sonhos, montanhas e visões, escolhas e destino em busca do Sol.
A linguagem do autor é nova com aromas exóticos e uma textura de saudades e suavidades.

Uma obra que marca quem nela embarca."

Que o lançamento corra bem e autor e a obra conheçam o sucesso. Tive já o prazer de ler M'Africando e aguardo com muita curiosidade o novo romance de José Cavalheiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Contador de histórias

"A vitória já não me espera" *

* verso de "Canto Moço", José Afonso
Aí por 1993/94, era Manuela Ferreira Leite ministra da Educação, os sindicatos infligiram-me derrota amarga, que me fez, pela segunda e última vez, des-sindicalizar. Estávamos a ganhar, não havia como perder, e um tal Teodoro assinou um acordo com o ME...
Saiu-me então este poema, que ninguém apreciou:

Destroçado pela derrota derramo minha amargura
Pelos caminhos deste país que já foi de vinho e mel
E a ela perdura, amarela e viscosa como fel,
Tingindo cada rosto, cada figura,
De lívida brancura

Já nada é como era dantes
e o cabelo que me vai faltando é apenas
breve indício do Inverno que se vem aproximando.
Mas o que me dói e não tem cura
neste entardecer azedo
é ver o país a adormecer cinzento
de indiferença e pasmo bafiento

Ninguém faz nada sem proveito.
Pelas auto-estradas que conduzem aos centros comerciais
telemóveis saúdam as novas catedrais
(Por aí fora, o abandono
Matas queimadas, hortas perdidas
peixes lançados ao mar
fábricas fechadas, reformas antecipadas
país de alheio dono
Desespero do desemprego, aldeias abandonadas
oh subsídio-servo-dependência!)

Não, nem orgulho ferido nem sonhos perdidos
agora já só o meu olhar camponês me magoa
como o mato à minha terra onde já nada é como era dantes...
Chove no Verão, o Inverno aquece
E o nevoeiro não tece mistérios bastantes
outros que a miséria deste Portugal que esmorece

Só sei que de lado nenhum sairá a luz que rompe as trevas
porque já nem a noite é de breu
nem os dias resplandecem
e os amanhãs não cantam,
silenciosos como a nossa triste terra.