Número total de visualizações de página

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sabedoria familiar

O meu bisavô Zabel dizia: "Quem diz mal de si é bruto." Logo eu havia de degenerar e esquecer os sábios conselhos deste meu antepassado, aos quais  poderia acrescentar o "Gaba-te cesta, que sábado vais para a vindima!"
(Infelizmente, a vindima de sábado vai ser a pior dos últimos anos, certamente por culpa da troika.)

Militância policial

Grande sinal de esperança deram os polícias hoje aos portugueses: ao vê-los tão empenhados na luta pelos seus direitos convenci-me de que doravante se não esquecerão dos nossos e nunca mais chegarão atrasados ao local do crime. Tremei, bandidos, a polícia está cheia de energia, nem sabeis o que vos espera!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Leitura obrigatória

Este post de Rui Rocha, no Delito de Opinião, sobre o drama da colocação de professores. Com o receio de que num futuro não muito longínquo o drama passe a farsa.

Aux armes, citoyens



Sem pretender ser melodramático, notícias como esta 




fazem-me suspirar pela grandeza dos antepassados, que mais do que medir as consequências, agiam e lutavam, certos ou errados, mas segundo as suas consciências. Aux armes, citoyens -- grecs, portugais -- formez vos bataillons. Le jour de la gloire est arrivé.Para que vis déspotas não sejam os senhores dos nossos destinos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Treino de Instrutores e Avançados

Hoje, em Leiria. No programa, kihon e kata e kihon e kumité. Direcção: Vilaça Pinto sensei.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Treino de instrutores e avançados

24 de Setembro, na sede do CSK Leiria, junto ao castelo. Início às 10H30. Direcção: Vilaça Pinto sensei.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Pragas 2

Que doença esta que atinge já várias cepas? Começam a ficar negras, as uvas murcham... Será black-rot? Muito agradeço a quem me puder ajudar, identificando a doença e indicando tratamento.

Pragas 1

O trabalho que os coelhos me dão! E eles têm 24 horas por dia para descobrir como comer-me as couves. Duas redes, uma enterrada, outra mais acima, que já aprenderam a saltar a vedação. Sem protecção, comem os olhilhos das couves acabadas de plantar e elas morrem. Se alguém conhecer meio de os afastar, legal e que os não moleste fisicamente, agradeço que mo indique.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Elogios e críticas

Pensava eu que os meus escritos eram ignorados, com a excepção de um punhado de leitores, em boa parte familiares e amigos. Ora nos últimos dias fui surpreendido por duas mensagens, uma elogiosa, que não consegui publicar, outra crítica, publicada como comentário. O autor da primeira delas diz que leu uns contos meus e gostou em particular de um deles, o que me deixou deveras satisfeito; já a segunda mensagem critica a minha vaidade, fazendo de mim um caso notável de arrogância e de presunção, isto por eu ter aqui noticiado -- há um ano! -- que então me foi atribuído o Prémio Irene Lisboa. Apreciei sobretudo a tentativa de diminuir a importância do prémio Irene Lisboa: diz o cavalheiro que não é nenhum Prémio Pessoa. Pois não é: o Prémio Irene Lisboa foi-me atribuído em concurso género "prova cega", ao contrário do Prémio Pessoa, que é dado a personalidades seguindo um rotativismo quase previsível. (julgo que foi desse prémio que escreveu Eduardo Pitta algo como "não é um prémio, é uma comenda". )
É noite, estou cansado, que andei a plantar couves, os olhos fecham-se-me. Por isso, colo as duas mensagens neste post, e quem tiver paciência para as ler que as julgue. Ah, não sou mestre em Ciências Literárias, nem sei o que seja isso: sou mestre em Linguística pela Faculdade de Letras de Lisboa, onde defendi em 2001 dissertação intitulada Para o processamento de argumentos não realizados in situ.
MENSAGEM 1
Professor Cipriano:

Espero que o desgaste físico e psicológico inerente à profissão, não interfira com a sua produção literária.
Tive oportunidade de ler : Crime na capital e também outros contos que divulgou. Gostei particularmente do Padeiro.São imagens muito fortes.

Continuação de bom trabalho
João Castelo Branco
MENSAGEM 2
José Cipriano Catarino é um caso sério de egocentrismo na literatura portuguesa. Repare-se no destaque a negrito que resolveu fazer ao facto de o júri ter escolhido, por unanimidade, o seu conto, a concurso com mais 200 trabalhos.
Talvez para alguém com quase 60 anos de idade, com mestrado em "ciências literárias", devesse ser embaraçoso fazer gala com um texto medianamente escrito, e que só denuncia o amadorismo do Concurso Irene Lisboa. Mas não para Cipriano Catarino. Pelo contrário, resolveu celebrar a vitória com pompa e circunstância (isto não é um Prémio Camões), anunciando no seu blog as horas a que foi contactado dando-lhe a notícia de que havia vencido o prémio. Como se do nascimento de um filho se tratasse...
A cereja no topo do bolo (não me consigo conter) é a frase entre comas que surge no cabeçalho do seu blog, excerto do livro "Do lacrau e da sua picada". Não que seja uma frase sem sentido ou com falta de mosto literário, mas parece que Cipriano Catarino faz o trabalho de uma verdadeira editora, na tentativa desenfreada de publicitar a sua magna obra.
Não me leve a mal, caro senhor. Acho que devemos todos continuar a escrever. E, principalmente, a tentar escrever bem. Mas sempre bafejando humildade nos nossos escritos e nas nossas atitudes.
Leia a crítica e entenda-a como uma chamada de atenção.
De resto, os meus sinceros parabéns!

Grande Couceiro

Tinha a República dois ou três anos quando meu bisavô Zabel foi preso pela tropa e conduzido ao quartel, no Mosteiro de Alcobaça.
-- Meu alferes, este saloio vinha rua abaixo a dar vivas ao Paiva Couceiro, Gritava ele: "Força, Couceiro valente! Não há pai para ti, grande Couceiro!"
O alferes olhou severo o meu bisavô, que tremia como varas verdes. -- É verdade isto?
-- Ó senhor...
Repelão e berros: não se trata o senhor alferes por "ó senhor" -- ou pensas que estás a falar com gente da tua igualha?
O oficial, apaziguador: -- Diga lá, bom homem, porque é que gritava pelo Paiva Couceiro.
-- Ó senhor... Queira desculpar, senhor alferes, É que não há burro como o meu, isto com licença de Vossa Senhoria...
--- Burro?
--- Sim, chamo Couceiro ao meu burro por via do seu mau costume de dar couces. Mas tirando esse defeito, nem as mulas aqui do quartel se lhe igualam.
Desnecessário seria dizer que foi imediatamente libertado, com uma recomendação: que não voltasse a gritar pelo Paiva Couceiro na via pública.
IMAGEM: João Alfaro

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A crueza das estatísticas

Tenho amigos que escrevem por prazer. Abençoados. E dizem não compreender que a escrita possa ser tortura. Que se o fosse, não escreveriam. Abençoados. Pois eu vejo-me como um carpinteiro. A aplainar, a polir, a envernizar constantemente. Não gasto os dicionários porque utilizo sobretudo os electrónicos. Sempre abertos, à distância de um clique e para confirmar as acepções de palavras que conheço bem. E há a investigação, nome pomposo para o trabalho de leitura e recolha de materiais. 
Enfim. Não é o choradinho costumeiro que me leva a escrever estas linhas. É que consultei as estatísticas do Word relativas ao novo romance em que trabalho e fiquei com pena de mim mesmo:
Começado a 22 de Maio de 2011
6.607 minutos de trabalho, que é como quem diz mais de 110 horas
145 revisões
Apenas 65 páginas a 1,5 espaços. Se fosse pago à hora... Se fosse sequer pago...
Nenhuma certeza de o conseguir terminar. E note-se que trabalho nos tempos livres, sem prejuízo das aulas, reuniões, testes, vigilâncias, correcção de exames nacionais de 12º ano (1ª e 2ª fases), avaliação de desempenho, uns relatorizitos, desses com que a profissão se diverte. Não muitos, que tenho uma boa mão-cheia deles em atraso. Como foi possível trabalhar tantas horas no meu romance? Resposta: férias. E disciplina férrea.

Os nossos amigos de Peniche

Tenho a firme convicção de que a Grécia não sairá sozinha do Euro. Mal parecia e não seria sinal suficiente para apaziguar os mercados, como agora se designam os especuladores que emprestam a juros de 100%. Como não acredito que a acompanhem países de Leste, o "espaço vital" da Alemanha pelo menos desde Hitler, adivinhem que país acompanhará os gregos na bancarrota e como eles receberá idêntico convite para sair do euro e da UE.
Se formos os escolhidos, sobreviveremos? Creio que sim. É o que fazemos desde 1143. Se abandonarmos as ilusões. Se não esperarmos mais dos nossos amigos europeus do que dos velhos amigos de Peniche. Para quem se não recorda, aquando da ocupação francesa, aguardava-se ansiosamente a chegada de uma força inglesa que tinha desembarcado em Peniche; mas os nossos amigos de Peniche preferiram pilhar também eles a nossa terra a enfrentar os franceses; e quando mais tarde os derrotaram, não só lhes forneceram transporte e lhes permitiram levar o produto do saque, como lhes garantiram protecção contra a fúria popular.
(Para informação mais rigorosa, ler Ir pró maneta, de Vasco Pulido Valente)

Obama e a crise europeia

Já aqui repetidamente escrevi que nada entendo de finanças, sempre sublinhando que foram os entendidos que nos conduziram ao actual estado de coisas. Só não esperava ouvir Obama culpar a Europa pelo descalabro das economias mundiais, quando os EUA, ao que por cá consta, estão em pior situação e ele, tal e qual o nosso Sócrates, se limita a apresentar aos americanos promessas optimistas. Yes, we can. Palavras, promessas. Nada de sólido, nada de substancial. Político de plástico. Pura gelatina política, como disse de outro Manuel Maria Carrilho.

(Só consigo interpretar a culpabilização da Europa à luz da velha história da mulher que aconselhava a filha: --- Chama-lhes putas! Chama-lhes putas, filha, antes que te chamem a ti!)

Falir sim, mas devagar

Agora que a nova imperatriz europeia conseguiu aquilo que queria e para que tanto trabalhou -- a falência da Grécia -- vê-se atrapalhada com as consequências para os bancos alemães. Atrasará portanto o processo, o tempo suficiente para garantir que o gregos, mesmo depois de falidos, ficarão obrigados ao pagamento dos créditos alemães.
Não sei o que é mais repugnante: se o cinismo de Merkel, se a subserviência dos governantes gregos.

domingo, 11 de setembro de 2011

C'est trop facile

C'est trop facile d'entrer aux églises
De déverser toutes ses saletés
Face au curé qui dans la lumière grise
Ferme les yeux pour mieux nous pardonner

Tais-toi donc Grand Jacques
Que connais-tu du Bon Dieu
Un cantique une image
Tu n'en connais rien de mieux

C'est trop facile quand les guerres sont finies
D'aller gueuler que c'était la dernière
Ami bourgeois vous me faites envie
Vous ne voyez donc point vos cimetières

Tais-toi donc Grand Jacque
Et laisse-les donc crier
Laisse-les pleurer de joie
Toi qui ne fus même pas soldat

C'est trop facile quand un amour se meurt
Qu'il craque en deux parce qu'on l'a trop plié
D'aller pleurer comme les hommes pleurent
Comme si l'amour durait l'éternité

Tais-toi donc Grand Jacques
Que connais-tu de l'amour
Des yeux bleus des cheveux fous
Tu n'en connais rien du tout

Et dis-toi donc Grand Jacques {2x}
Dis-le-toi bien souvent
C'est trop facile

De faire semblant.
(É muito fácil
É muito fácil
fingir...)

sábado, 10 de setembro de 2011

Jornalismo calhandreiro

Como comadres intriguistas, aproveitam todas as oportunidades para atiçar as animosidades, incendiar os ânimos: Ricardo Carvalho contra Paulo Bento, este contra Mourinho, Seguro contra Assis, Passos Coelho contra Gaspar, Gaspar contra Catroga, PSD contra CDS, PS contra PSD... 
Diz-se que disse. Descontextualizam as afirmações, deturpam as frases, extraem à martelada conclusões, torcendo os verbos  a seu bel talante: "espero que" será notíciado como "ministro declara" ou "ministro promete". Investigar, estudar, informar com objectividade? Para quê, se dá trabalho e não vende? 
O interesse nacional, a necessidade de nos unimos em torno de princípios, de respeitarmos acordos, de silenciarmos aquilo que não deve ser público porque é do foro privado, ou releva de opiniões irrelevantes, ou dos disparates que todos dizemos, sobretudo quando a cabeça nos ferve ou o cansaço nos aturde?
Nada disso. Quanto pior melhor.
Incendiários, digo eu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Check-up

-- Diga lá então de que é que se queixa.
-- Doutor, estou bem de saúde, não me queixo de nada.
O médico levanta os olhos e encara o "paciente" pela primeira vez. Impaciente, que a sala de espera do Centro de Saúde está cheia.
-- É que fumo que nem um cavalo...
-- Ah, quer que o ajude a deixar de fumar...
-- Não, doutor. É que também bebo como uma esponja...
-- Quer então deixar de beber e de fumar...
-- Não, doutor. Quero que me passe uns exames para saber se posso continuar a beber e a fumar.

Terão lido?

Segundo o Jornal da Madeira, 
Ora Jerusalém é, como toda a gente sabe, de Gonçalo M. Tavares. O romance de Mia Couto, também ele excelente, intitula-se Jesusalém.
Acrescenta o referido jornal que
O júri premiu o livro de Mia Couto pela originalidade da intriga e pela «linguagem dúctil e permeável»,...
Descontando a gralha "premiu", no caso irrelevante, que diabo é isso da «linguagem dúctil e permeável»? Algo que dispensa a leitura da obra premiada? Tão boa, insisto, que não faltam razões para lhe atribuir prémios, não sendo necessário inventá-las.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Carrossel

...e lamentava novamente todos os momentos desperdiçados por não ter reparado que os dias desfilavam velozmente como os cavalinhos do carrossel da feira, sempre correndo, ora subindo, ora descendo, — Mais uma volta! 'Tá a andar! Entravam crianças, saíam adultos, aqueles que de fora olhavam viam apenas rostos e corpos que rodavam, bem agarrados ao cavalo de pau ou rodopiando em banco rotativo, e na vertigem que as voltas causavam, não sabiam já se os velhos que de lá saíam, — O quê, já acabou? Passou tão depressa!, não seriam as crianças que tinham visto pouco antes a entrar...
Entre Cós e Alpedriz
Pois é, vai começar o meu 36º ano lectivo, 38º de descontos, uma vez que comecei a trabalhar em 1973.Sem queixumes, mas já sem o entusiasmo de antigamente, graças à Milu e aos que se lhe seguiram.
FOTO: Estrasburgo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

C'est le pinard qui sauvera la France

Mas receio que não salve a Grécia: nem todo o seu vinho chegará para embebedar o ciclope alemão, vazar-lhe o único olho e devolver a liberdade ao povo grego, a quem muita falta faz um astucioso Ulisses, condutor de homens. Só me ocorre sugerir aos helénicos que bebam e rebebam, para esquecerem não a vergonha de beber, mas a impossibilidade de pagarem juros de 100%.

Está tudo grosso?

Perguntava há tempos João Jardim num congresso do PSD. Bom, se estivesse ainda hoje tudo (i.e., toda a gente) grosso(a), seria menos mau: ninguém veria as contas da Madeira e, sobretudo, esta notícia passaria despercebida:

Juros gregos a 1 ano perto de 100%


Pois não é que passou? Vi o telejornal do Canal 2 e não ouvi qualquer referência. Não fora eu ambientalista, logo amigo de poupar água, e deixaria de beber do meu vinho à refeição.

sábado, 3 de setembro de 2011

Cortes e impostos

Com o país cortado a mais não poder ser e ajoujado ao peso dos impostos, sugiro a esse ministro que parece saído de péssima rábula dos Gato Fedorento um corte que muito urge e mais tarda: corte as suas próprias intervenções. Ou, o que será pior medida porque teremos não apenas de o sofrer, mas ainda de o continuar a ouvir, que se auto-aplique pesado imposto de cada vez que abrir a boca em público. Imposto que pode ser extensível aos comentadores televisivos, que já nem sei qual é o pior mal, se aquele que sofro na carteira, se o dos ouvidos...

Campo Maior, cidade das flores

Nuvens negras, aguaceiros, os estragos do temporal da véspera neste estranho verão alentejano, nada faz desanimar o povo. Nem as noites gastas a abrir as flores de papel que a chuva fechou, nem as madrugadas a substituir as desbotadas por outras reservadas para desastres como este, nem a lida debaixo de guarda-chuva a resguardar com plástico arcos e colunas. Bem-dispostas e bem-dispostos como se tivessem dormido boas noites, orgulhosos da façanha da vila, que não é pouca coisa dar tecto às ruas com milhares de milhares de flores de papel, agradados com o número inesperado de visitantes, acolhem-nos com cordialidade em vias de extinção noutras partes. E, vendo-nos desconfortavelmente abrigados de chuvada que tinge as ruas com as cores que antes eram das flores, trazem-nos cadeiras de plástico e com a humildade de quem faz coisas grandes sem de tal se aperceber, contam sem amargura nem arrependimento o que têm batalhado para que o mau tempo não destrua a decoração da cidade e frustre as expectativas dos visitantes.
Que diferença, este povo que se não lamenta nem desiste, nem pergunta se é em vão que labuta na preservação da beleza artificial que a natureza inveja, abomina e destrói, e o país que as notícias matinais me revelam, dirigido por políticos como Vítor Gaspar, que a televisão pública, na sua atávica sabujice, passa durante tempo interminável a exemplificar as melhores técnicas soporíferas em aula na Universidade de Verão do PSD. Aula tão boa, tão boa, que os contribuintes, cada vez mais sobrecarrados com cortes e impostos,  têm também de gramar. Porque uma desgraça nunca vem só.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro (reposição)

"Eis Setembro, que chega fresco e risonho como a Primavera, após outro Agosto infernal, de calor e de incêndios. Não nos iludamos: nada voltará a ser como dantes. Setembro jamais será Abril, mesmo que este Sol e esta luz nos queiram convencer de que a Primavera dura todo o ano e a juventude é eterna, mesmo que a cidade pareça a mesma, com o castelo indiferente à passagem dos séculos e o Lis correndo sempre ao encontro do irmão gémeo, para juntos procurarem o mar, sonho de todos os rios." Ler mais

Assim começa Do lacrau e da sua picada

(Imagem do pintor João Alfaro)