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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Satisfações

Não gosto de dar explicações. Para aqueles que me conhecem bem, são escusadas; para quem me não conhece, inúteis. Mas, a título de excepção, aqui vai uma: este blogue começou por ser, é, e continuará a ser, forma privilegiada de comunicação com familiares dispersos pelo país e pelas sete partidas do mundo. Mesmo amigos que não lêem o Português por aqui passam diariamente e traduzem os textos com o Google, na esperança de ter novidades da terra e das pessoas que aprenderam a amar. Conceito estranho para muitos de nós, sempre a dizer mal da pátria e dos seus costumes, esse de que há estrangeiros que de Setembro a Julho sonham voltar para junto de nós, um Agosto em cada ano, movidos pela saudade que supúnhamos ser exclusivamente nossa. 
Por vezes, muito raramente, há também outros visitantes. Que chegam de navalha afiada, senhores da razão, do bom-gosto. À procura do inefável, do ainda não dito, talvez nem sequer sentido. E prontamente ajuízam sentenciam, insultam, penitenciar-me-iam até pudessem eles, a coberto do grandioso anonimato, ou escondidos atrás de nomes que cheiram a falso de tão mal amanhados -- e que o Google desconhece, coisa estranha para tais sumidades. Não me conseguem descoroçoar. Desejo-lhes boas leituras em melhores blogues, que felizmente não faltam: basta ver a minha lista de favoritos. 
E assim irei continuando, Carneiro de signo e de feitio, a escrever sobre a família, a agricultura, o karaté, os meus livros, coisas desinteressantes para doutos visitantes, importantes para mim e para aqueles que me importam...
FOTO: o João, meu neto mais novo, hoje. 

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