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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Sempre a aprender

Conta-se que o primeiro podador foi um burro: roeu uma videira, a qual produziu mais e melhor, pelo que o dono passou a imitar o asno, cortando também as outras.
É assim que tenho podado. Com pena por não fazer melhor, sempre a deitar olhares invejosos para as árvores podadas por quem sabe. E agora, que surgiu a oportunidade, inscrevi-me e estou a frequentar curso de podador.
Para não continuar a podar "à la burro".
Hoje era dia de trabalho de campo, tesoura na mão, pois o formador, engenheiro agrícola com doutoramento na área da fruticultura, entende que é nos pomares, a contas com as árvores, que se aprende. Mas a chuva obrigou a mudança de planos...
Eis-me em casa, outras podas, limpando textos de galhos, ramos secos, ladrões, esporões doentes, lenhos podres, atarracando verdascas, porque, como na poda das árvores, corta-se para produzir fruta e não madeira.
FOTOS: (1) Ilustração do pintor João Alfaro para a capa do meu Entre Cós e Alpedriz, que acabou por não ser utilizada; (2) na poda de pessegueiros, antes da formação.

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