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terça-feira, 28 de junho de 2016

Canícula

De dia, transpiro como camponês ao menor esforço, fujo do Sol como vampiro, fora de casa procuro a frescura da brisa nas sombras, à noite abro as janelas e às escuras, a evitar as melgas, fico no silêncio possível, constantemente cortado pelo ladrar furioso da canzoada da vizinhança. 
Assim passo estes dias de Verão. Manhãs a tentar escrever o próximo romance e um conto, ginásio, tardes ocupadas com colheitas, regas, muita erva para mondar, bricolage, noites à espera que a casa arrefeça um poucochinho. 
Alegra-os a presença mais frequente dos netos, agora que as aulas dos mais velhos terminaram, o prazer de poder fazer aquilo de que gosto, uma mini à tardinha, um uísque ao anoitecer.

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