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segunda-feira, 27 de julho de 2009

O ponto de exclamação


Ou de admiração, também chamado de espantação, viu-se alvo de vários ataques incisivos e certamente demolidores, questionando a sua discrição. Reconheço: não é sinal politicamente correcto, surge frequentemente associado a textos declamatórios e foleiros... Mas daí a excomungá-lo ou, pelo menos, a evitá-lo, vai um grande passo.
Nem sequer me dou à maçada de invocar os nossos poetas e prosadores clássicos para defender o !, o sinal de perigo que anuncia "Trabalho na estrada" (que me desculpem alguma incorrecção, a verdade é que tirei a carta sem aprender o código e não me fez ainda falta, trinta e cinco anos depois sem um único acidente). Recorro à minha própria experiência. Em Do lacrau e da sua picada explorei sobretudo a vírgula, esse sinal rasteiro que no nome e na forma curvilínea evoca a víbora, como ela discreta e frequentemente fatal a quem não lhe sabe pegar . E o ponto final, neutro e assertivo. Já em Entre Cós e Alpedriz não estive com esquisitices: empreguei os sinais de pontuação que entendia fazerem falta onde faziam falta. É esta a minha posição: os sinais de pontuação dão um jeitão na expressão e o ponto de exclamação não é excepção!

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