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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Nobre povo (II)


(Em jeito de resposta a Um jeito manso, a propósito do post anterior)
Suportam as sequelas do temporal sem confortos que consideramos indispensáveis como banho, telefone, telemóvel, televisão, internet, aquecimento, café...
Reparam os estragos, recuperam o que podem à força de trabalho, reinventam velhas técnicas de sobrevivência, improvisam, desenrascam-se, divertem-se a contar histórias, reacendem os candeeiros de petróleo, deitam-se cedo, esperam que o amanhã seja melhor.
Com a confiança de quem sabe que, na mesma aldeia, muitas vezes nas mesmas casas, mas com muito menos, os avós sobreviviam, criavam os filhos, resistiam o melhor que podiam às doenças, aceitavam a inevitabilidade da velhice e da morte. Entrementes, eram ou não felizes, conforme as agruras da vida e o feitio de cada um.

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