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quinta-feira, 21 de abril de 2011

A excepção e a regra

O acordo entre os ferroviários e a CP que levou à desconvocação da greve alargada tem argumentação deveras arrevesada, que sugere descarrilamento da empresa:
Em causa estão os cortes salariais, abrangidos no Orçamento do Estado, nas horas extraordinárias, no horário nocturno, nos dias de descanso e nos feriados que ficarão sem efeito, caso o acordo tiver o aval das duas tutelas, tendo em conta a excepção de a CP depender directamente do trabalho extraordinário dos funcionários para o regular funcionamento.
Como é que pode  "a CP depender directamente do trabalho extraordinário dos funcionários para o regular funcionamento"? Vai a actual administração exigir a reposição dos prémios pagos às anteriores administrações que permitiram que a CP se transformasse numa empresa de trabalho extraordinário num país em que o desemprego é revoltante? Vão os sindicatos exigir a pronta admissão de novos trabalhadores para evitar esta dependência escandalosa do trabalho extraordinário? Alguém vai rever o conceito de trabalho extraordinário (é que, li, só por se apresentarem ao serviço têm direito a prémio de produtividade de 6 euros!) ? Vai alguém fazer alguma coisa ou esperamos pela falência da empresa, precedida de novas greves?

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