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domingo, 16 de janeiro de 2011

2011

Este 2011, número primo, não começou nada bem e só agora sei porquê. Afinal, se tivesse comprado o Borda d' Água  compreenderia melhor e aceitaria talvez com maior resignação os dissabores que me vêm atentando: logo na passagem de ano parti um dente já antes partido e fiquei com o parafuso de fora; arranjado na semana seguinte, quebrou novamente e continuo a comer de parafuso; comecei o ano com gripe, mas sem tempo para estar doente: a minha mãe adoeceu, febre, tosse, dores terríveis; no hospital de Alcobaça, diagnosticaram-lhe tendinite; no dia seguinte, o médico de família mandou-a para as urgências de Leiria. Diagnóstico: zona. Uma semana depois, novo regresso às urgências de Leiria. Diagnóstico: artroses. Bem tentei que os médicos me esclarecessem a disparidade de diagnósticos e, sobretudo, que vissem, ou procurassem ver, o que é que ela tem. Nada. Diz-me o ortopedista: "A sua mãe tem alta". E os diagnósticos anteriores? E como é que a levo para casa, se está numa maca? "Isso não é comigo." E não é com ninguém. Divido o tempo entre o trabalho e as deslocações aos Montes: em 7 dias, cinco vezes, uma hora  de viagem para cada lado, regresso sempre de noite, uma maravilha para quem tem olhos como os meus.. Ontem, na volta, o carro avariou e já está na oficina para reparação cara. Como não dar ouvidos aos agoiros de Célia Cadete, comentados no Delito de Opinião, segundo os quais "sendo o ano de Saturno, teremos doze meses de destruição, fome, carestia, inquietação, miséria, angústia e tristeza" e "as pessoas serão atingidas por febres e epidemias"?
Se o Sol descobrisse, talvez a minha mãe animasse. E melhorasse. Mas continua este tempo de um cão. Que me recorda o que escrevi quando os dias eram mais alegres:
Quando será nunca mais Primavera
Pelo menos um dia radioso
Que enfeite a atmosfera neste tempo tão chuvoso?

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