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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Memória de elefante

Pastiche que circulou aquando da morte de Salazar:

Alma ruim e cruel, que enfim te partiste,
Tão tarde, diz o povo descontente,
Repousa lá no Inferno eternamente
Que nenhum português ficará triste.

Se lá no mundo infernal, onde subiste,
Memória deste povo se consente,
Não te esqueças da lusa gente
A quem tantos e tão maus tratos infligiste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa o alívio que nos ficou,
A alegria imensa de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos alongou,
Que bem cedo te faça acompanhar,
Da corja de bandidos que criaste.


2 comentários:

Anónimo disse...

Pois...

joao alfaro disse...

Pois